sábado, 4 de abril de 2015

A recepção...!




quarta-feira, 1 de abril de 2015

Assim se passam...


... anos da minha vida. Olhando este azul que me encanta e que me pinta a alma.

As estradas do mar


As estradas do mar que me levam por caminhos da loucura. 

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Uma viagem

Acordei cedo, muito cedo mesmo, estava cheio de dores. O navio nesta viagem vai um bocado vazio e por causa disso vibra um pouco mais que o normal, o normal já é muito mau. O navio além de vibrar tem um casario alto cuja estrutura base é ligeira fazendo com que funcione como um amplificador de vibrações, está-se melhor na casa da máquina ao lado dos motores do que no meu camarote, cinco pisos acima.
Já durmo no sofá para diminiur o efeito da vibração no meu organismo mas não escapo, todas as noites acordo de madrugada com dores nos rins, na próstata, na bexiga, nas costas, dormências na perna esquerda, já o trivial. O problema de acordar é que eu dificilmente volto a adormecer, acordo, dou umas voltas, casa de banho, bebo água, umas voltas, deito-me e fico de olhos abertos a olhar para o tecto.
Desta vez enquanto dava essas voltas todas resolvi espreitar para o exterior, era madrugada, o dia ia nascer, fui espreitar.
E consegui arrancar o suporte da cortina que com muitas imprecações e promessas de arraiais de porrada lá consegui fixar aquilo de novo e voltei a olhar para o exterior. A cor era espantosa, prometia um belo nascer do Sol. Arranjei-me, peguei na máquina e fui para o exterior.
Cá fora o ar estava fresquito mas aguentava-se bem, de pé ia tirando umas fotos, afinando a máquina, as aberturas velocidades e ISO e comecei a eserar pelo nscer do sol, queria apanhar o primeiro raio que despontasse.
De pé esperava e comecei a reparar na dificuldade de focar o meus olhos, fiz u esforço e vi que eles até nem focavam mal mas a vibração que eu sofria desfocava-me a vista. Estava de pé e a vibração do chão subia-me pelas pernas acima, percorria-me o corpo e chocalhava-me a cabeça, os maxilares vibravam. Fiquei felicíssimo da vida, mais umas histórias para contar ao meu gato Fu á lareira nas longas noites de Inverno.
O momento aproximava-se, o clarão do Sol que antecede o seu nascimento ía aumentando de tamanho e intensidade e eu disparava a máquina, queria apanhar aquele momento.
Era agora... e apanhei com uma baldaça de água na cabeça. O marinheiro de serviço estava no piso superior a lavar as passarelas e não me tinha visto. Dei um salto para o lado e fotografei mas perdi o momento por um ou dois segundos. Sabem uma coisa, não fiquei furioso, achei piada, como as coisas são, como a vida é. Consegui apesar de tudo fotografar um bonito nascer do Sol.

Antes do nascimento

Depois do nascimento e do banho

O resto do dia foi normal, esteve bonito e de mar calmo. Á tardinha voltei a equipar-me e fui até á ponte, ali não apanharia água na cabeça de certeza e podia despedir-me do meu amigo Sol...



E assim acabou o dia, a noite voltou a cobrir a Terra com o manto negro da escuridão polvilhado de estrelas.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Cemitério de navios????

Vésperas de Natal parados em Leixões a descarregar, íamos passar as Festas em Lisboa.
Aproveitei uma pausa para desenferrujar as pernas, necessito andar para manter isto mais ou menos funcional. Andando pelo cais vejo dois navios ali atracados de braço dado, já os conhecia, já lhes conhecia a história. Dois navios da extinta Naveiro, uma companhia que já se orgulhou de ser o maior armador português, como somos pequenos, uma companhia com 12 pequenos navio era o maior armador português.
A companhia caiu e se não morreu está moribunda com a extrema unção a ser-lhe ministrada. Só aqui em Leixões está parte da frota parada, abandonada, a apodrecer, 3 navios.
Andei por volta deles e fotografei-os, já sem pena, já sem mágoa, somos assim, um país de marinheiros...






O terceiro navio, o Coimbra está na outra extremidade do porto, não me apeteceu procurar nos meus arquivos a última foto dele deste ano, publiquei-a no Facebook, não vale a pena, este já é um assunto morto, moribundo.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Ás vezes apanhamos banho....

Nesta travessia de Lisboa para os Açores apanhámos mau tempo, já tem sido norma neste embarque, e eu gosto de filmar e fotograar o mar. No sábado de manhã tentei mas a surriada era muita e desisti. Á hora do almoço a espuma chegava á vigia da messe. Depois do almoço abrandou um bocado e fui para o exterior, subi umas escadas, firmei-me bem para o que viesse e comecei a filmar.
O resultado é o que se segue:


Á tardinha íamos tendo uma desgraça mas isso já é outra história. Não, não se passou comigo.