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quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Cemitério de navios????

Vésperas de Natal parados em Leixões a descarregar, íamos passar as Festas em Lisboa.
Aproveitei uma pausa para desenferrujar as pernas, necessito andar para manter isto mais ou menos funcional. Andando pelo cais vejo dois navios ali atracados de braço dado, já os conhecia, já lhes conhecia a história. Dois navios da extinta Naveiro, uma companhia que já se orgulhou de ser o maior armador português, como somos pequenos, uma companhia com 12 pequenos navio era o maior armador português.
A companhia caiu e se não morreu está moribunda com a extrema unção a ser-lhe ministrada. Só aqui em Leixões está parte da frota parada, abandonada, a apodrecer, 3 navios.
Andei por volta deles e fotografei-os, já sem pena, já sem mágoa, somos assim, um país de marinheiros...






O terceiro navio, o Coimbra está na outra extremidade do porto, não me apeteceu procurar nos meus arquivos a última foto dele deste ano, publiquei-a no Facebook, não vale a pena, este já é um assunto morto, moribundo.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Enquanto navego...

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O tempo melhorou mas a noite foi uma grande merda, de manhã quando me apresentei para o pequeno almoço a minha cara estava linda, o pessoal até comentou. Realmente dormi mal, dormi no sofá e acordei várias vezes, balanço e algumas dores. Estou a ficar um maricas de primeira. Também chamar de pequeno almoço á aquela coisa que tomo. Um pedaço de leite quente e café de saco que além de ser de qualidade duvidosa não tenho mesmo dúvidas sobre a qualidade da confecção, uma grande porcaria. O cozinheiro acorda, aquece o leite, faz o café de saco e "manda-se para o cavalo" e ás vezes quando a preguiça aperta re-aquece apenas o café do dia anterior. Saudades da velha marinha onde o pequeno almoço era de garfo para quem queria. Eu tomo esse horroroso café com leite porque é purgativo e faz-me despachar logo de manhã cedo todas as minhas necessidades, mais um sintoma de velhice e senilidade, falar das vezes e como vou á casa de banho. Acabo por comer ás dez, na hora chamada de "coffee time", este foi um hábito que transpus para casa. Acordar cedo, alimentar as feras, café com leite, caminhar e depois comer qualquer coisa estando pronto para as lides da casa, em casa sou um marido precioso pois trato de quase tudo da casa, isto não é só perseguir a pequena é ajudá-la também.
.....
(Extractos do meu texto "Crónicas")

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Ainda cá está...

O Coimbra, navio da Naveiro ainda aqui está semi-enterrado á espera de soluções. Sei que uns navios da Naveiro tinham passado para a alçada do BES, coisas de contas não pagas e etc. Agora com a crise no banco é que isto não se vai mesmo resolver.
E tivemos nós uma marinha mercante. 



sábado, 25 de janeiro de 2014

Descendo á doca

Apenas um pormenor da descida a uma doca-seca. As escadas e o navio a seco, mostrando a dimensão.
Esta é uma doca pequena e o navio não é dos "grandes"


by: jimmy the sailor

Debaixo do navio

Numa "docagem" uma das situações que eu gosto é a de estar debaixo de um navio, sentir aqueles milhares de toneladas de aço por cima de mim. Claro que faz de um estaleiro a sua vida isso é corriqueiro. Para mim, que vou lá numa média de dois em dois anos é sempre uma sensação.

Uma pequena voltinha debaixo do Madeirense 3 em docagem na Naval Rocha em Lisboa.


Espero que "sintam" o mesmo que eu.

by: jimmy the sailor

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Passeio pelo convés.

Como já o tinha feito para a casa da máquina resolvi então fazer uma volta pelo convés. Saí para a proa pelo lado BB e regressei pelo lado EB.


Mais um pequeno apontamento da vida a bordo.

By: Jimmy The Sailor

Uma ronda pela casa da máquina

Todas as noites, antes de me deitar dou uma volta sumária pela casa da máquina, ver níveis e se está tudo em condições. Uma volta para eu poder dormir descansado.
Noutro dia ao faze-lo decidi levar uma pequena "action cam" e filmar a ronda. Dá uma pequena perspectiva do interior de uma casa da máquina.


Pequenos pedaços de vida a bordo apenas.

By: Jimmy The Sailor

sábado, 22 de outubro de 2011

Fotografias 3 - Golfinhos 2

Continuando com a saga dos golfinhos vai aqui a última série de fotografias desses simpáticos "meninos".
Eles brincavam ás piruetas como as fotos mostram....

 
Iniciando o salto e , podes-se ver, iniciando a expiração como se pode ver pelo rasto de bolhas que sai pela abertura nasal no alto da cabeça.


O início de uma pirueta, já sai de lado para a cambalhota.... ele são danados para a brincadeira...


Já completamente de costas os brincalhões continuam com os seus jogos...
Como podem ver, não é apenas um que faz a gracinha, é todo o grupo. O que é engraçado é que ao fim de um certo tempo começamos a ver "graças" diferentes entre os indivíduos, têm a sua personalidade e fazem o que lhes agrada mais.


Acabando a brincadeira, dão mais um salto ou outro cruzando a proa do navio e vão-se embora.
Eu fico á espera da próxima vez, esperando pela "fotografia". Aquela que só eu tirei....
Espero que se tenham divertido com os golfinhos...

Publicado no Sol em Tuesday, December 18, 2007 8:12 PM

Fotografias 1

Este post vai ser uma mostra de alguma fotografia que faço:


Á noite, no Tejo, nascia a Lua lá para os lados de Cacilhas, estava bela como só as luas são. Não querendo perder esse momento fixei-o numa imagem que a trago junto ao coração.

 
O frio da manhã gelava o meu coração quando um raio de Sol me despertou para a vida. Sorri ao meu Sol, ele rompia com as neblinas turbulentas que ensombravam o meu espírito. O meu Sol sorriu-me lá de longe, envolveu-me com os seu braços e acarinhou-me aquecendo minha alma.


Tínhamos passado o dia juntos quando o Sol decidiu que já era tempo. Sorriu brilhante e, primeiro brincando, escondeu-se atrás de uma nuvem, depois, mostrando toda a sua luminosidade deitou-se adormeceu.
Fiquei a noite todo de guarda, vigiando o sono do meu amor...
FIM DA PRIMEIRA SÉRIE

Publicado no Sol em Monday, December 17, 2007 12:57 PM

Ainda não sei que título vou pôr...

Estou a navegar, estou a escrever ao correr do rato, pois, eu sou muito moderno, não escrevo ao correr da pena, isso já não se usa, é escrever ao correr do rato, eu uso a últimas técnicas informáticas para escrever, ainda não pirateei o Office 2007, uma falha minha.

Pois, continuando, estou a navegar só que agora ando na cabotagem mas, não se assustem, cabotagem não tem nada a haver com sacanagem nem ser cabotino, ando a navegar na costa. Faço fantásticas viagens de Sines para Lisboa e vice versa, ás vezes versa vice, piada bem podre...

E estou sozinho no navio, tenho mais colegas, ou camaradas se preferirem, mas na minha secção sou salazarista, orgulhosamente só. O que faz que os meus horários sejam um bocado marados mas também já não estranho, já passei por tanto nesta vida que não é uma horariozito merdoso que me vai afligir. Hoje, por exemplo, acordei com aquela sensação que faltava qualquer coisa, era apenas impressão, tinha-me deitado por volta das duas da manhã depois de uma situação de alarme e já eram seis e o meu instinto já me estava a despertar. Só estávamos a chegar a Lisboa, tinha que ir preparar a instalação para a chegada, coisa simples mas que é conveniente termos que acordar para a fazer.

Já estava na ponte, completamente bêbado de sono a dar trela aos pilotos, ah!!! é preciso dizer, não sei se já tinham reparado que eu sou um gajo das máquinas, quando pelo canto do olho vejo uma coisa a espreitar, primeiro timidamente, depois com toda a intensidade que um Sol pode ter, juro que não estou a dar graxa aos directores de O Sol, é apenas coincidência literária. Como ía dizendo o sol estava a começar a espreitar e eu ainda bêbado por uma noite mal dormida estava embevecido a olhar para ele quando me lembrei que tinha uma máquina caríssima e não estava a fazer de paparazzi a chatear o Sol. Larguei tudo que não era nada e fui a correr ao camarote apanhar a tal caríssima máquina para fotografar esse momento. Quando cheguei, meio minuto depois, sim que o navio é realmente pequeno, descobri que aquele snap de momento já tinha passado, fiquei tristíssimo pois apesar de haver mais dias este já estava perdido. mas como não sou de baixar os braços peguei na minha muito cara máquina (cara no sentido de querida) e fotografei o Sol ...



Pousei a máquina e uma lágrima escorreu cara abaixo, tive que a limpar apressadamente pois chorar num navio não é de homem, a beleza da imagem seduziu-me....
e depois acabou a magia, estávamos a chegar, o piloto entrou, atracámos e eu fui dar a minha volta, cumprimentar as cretinas das baterias pois era o dia delas...

Passaram umas horas e estou de regresso ao mar, durante o pôr-do-sol, mas não me apeteceu atraiçoar aquele momento, fiquei no camarote a escrever baboseiras no meu blog.
Ahhh!!! vamos chegar a Sines por volta da meia noite acho eu, vou ter que ficar acordado pois se me for deitar fico impróprio para consumo....
não me apetece escrever mais .... e o navio começou a balançar.

Publicado no SOL em Saturday, August 04, 2007 10:55 PM

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O porquê de estar aqui...

Tinha um blogue no semanário SOL há já bastante tempo, esse blogue chamava-se "Jimmy the Sailor" como este que agora estou a iniciar.
Já andava um bocado aborrecido com a porcaria da plataforma que usavam, tecnologia da Microsoft, que só se deixava editar em condições no Internet Explorer, isso irritava-me muito. Hoje fui visitar o meu blogue e descobri que:

AQUELA PORCARIA TODA TINHA DESAPARECIDO.... SEM UM AVISO SEQUER.

Contente com o tratamento comecei a tratar da migração para esta nova plataforma. Sei que perdi os meus "habitués", paciência. Vou depurar os meus posts e reescreve-los aqui.
Vou tirar tudo o que não era de marinha.... este fica dedicado a assuntos náuticos.

Com tempo irei aprimorando o lay-out e espero que volte ao meu sucesso antigo.

Saudo-vos
Jimmy The Sailor

PS: Eu tinha um backup da maior parte das minhas comunicações.